Trilha Sonora da Casa – Silverchair

Estou adolescente, esses dias.

Na verdade, tão assustadora para adultos, a adolescência é contestação. E, como adultos, nossa tendência é temer qualquer coisa que nos faça sair da cama uma hora mais cedo.

Minha trilha sonora tem sido assim, teenage.

Talvez porque eu tenha me revisitado, talvez porque eu tenha conhecido alguém. Uma nova amizade sempre nos reorganiza. O sistema muda, melhoramos. Ou não. Ou descobrimos que aquela coisa de signo – que, lógico, não acreditamos – nos pega de jeito; mito que explica: Sagitarianos não falam o que pensam; mas pensam o que falam.

Aquele momento em que o contrário nunca será verdadeiro.

Mas do que eu falava? Ah, da trilha sonora e de que conheci alguém. Essa pessoa, ariana apaixonada pelo conhecimento, foi adolescente na mesma época em que eu. Ouviámos as mesmas música e até nos vejo , no mesmo instante, separadas por quilometros geográficos, recortando pôsteres daquele cantor, daquela banda. Copiando letras de músicas nas agendas, coloridas pelos adesivos. Aconteceu naquele tempo, quando ainda deixávamos a fita no aparelho de som, ouvido a rádio o dia todo, para gravar aquela música. Ou economizar o mês todo do lanche para comprar o cd. E fora neste tempo que eu ouvia Silverchair. E a Thaís me lembrou.

De certa forma, foi lembar do que se era e daquilo que não mais se é.

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Trilha Sonora – Blind Guardian

A imagem poética da multidão, dos lugares lotados, nunca me motivou.

Porém, ontem, deixei meu cantinho mofado e fui ao show do Blind Guardian, por que, né?

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Agora estou aqui, precisando de, no mínino, uma garganta nova.

Enquanto isso,  Hansi Kürsch não precisa de nada. Sabe aquela coisa que você sempre escuta de quem vai a shows: De que a voz do cantor ou cantora era muito diferente da voz da gravação? Então, a voz de Hansi é IGUAL dos cd´s! Na verdade, fica até melhor, porque você vê que não tem nenhum truque para toda aquela extensão e todo aquele tom único.

Aqui em Recife, eles cantaram uma música a mais, porque, segundo ele, “nós merecíamos”!

O show só não foi perfeito porque eles não apresentaram Bright Eyes, mas tudo bem, a gente perdoa.

Trilha Sonora da Casa – Postmodern Jukebox

Há um tempo, alguém postou um vídeo desses no facebook; me apaixonei pelas versões vintage das músicas pop que, muitas vezes, são tão rasteiras, né?

Mas ao adicionar arranjos de jazz e vocais bem trabalhados, a música ganha uma outra dimensão.

Para quem não conhecia, espero que gostem.

Link do site, para quem quiser conhecer melhor o projeto: http://www.postmodernjukebox.com/

Burn – Vintage ’60s Girl Group Ellie Goulding Cover with Flame-O-Phone 
Robyn Adele Anderson – vocal (centro)
Cristina Gatti – vocal (esquerda)
Ashley Stroud – vocal (direita)
Stefan Zeniuk – Saxofone “em chamas”
Adam Kubota – baixo
Allan Mednard – bateria
Scott Bradlee – piano

Trilha Sonora da Casa – Cynic

entrei, tempo desses, numa vibe Death Metal. sim, principalmente para elaborar provas…
e na procura por novas bandas, encontrei Cynic, que não é Death Metal, mas sim uma banda experimental que mistura elementos diversos e eu nem sei classificar. progessivo, talvez.

sem falar que o Paul Masvidal, principal vocalista, é, bem, isso é outra história.

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A case of you – Joni Mitchell

 

(tradução livre)

Pouco antes de nosso amor ter se perdido,
Disseste: “sou constante como a Estrela do Norte”
E respondi: “constantemente na escuridão?
Onde fica isto? Se me quiseres, estarei no bar”.
No verso de um porta-copos
Sob a luz da tela da TV
Eu desenhei o mapa do Canadá…
Oh! Canadá…
Com tua face rabiscada duas vezes.
Oh, estás no meu sangue como um vinho sagrado:
Teu gosto é tão amargo e tão doce.
Eu poderia beber uma caixa de ti, querido
E eu permaneceria em pé…
Eu ainda permaneceria em pé.
Eu sou uma pintora solitária
Eu resido numa caixa de tintas
Eu sou amedrontada por um demônio
E desenho para aqueles dos quais não sinto medo…
Eu recordo aquela vez em que me disseste
“O Amor está tocando as almas”
Certamente tocaste a minha
Pois partes de ti emergem de mim
Desta maneira de tempos em tempos.
Eu conheci uma mulher, ela tinha uma boca como a tua
Ela conhecia tua vida;
Conhecia teus demônios e teus atos. E ela disse:
“Vá até ele, permaneça com ele o quanto puderes
Mas estejas preparada para sangrar”.
Mas tu estás em meu sangue,
Tu és meu vinho sagrado,
És tão amargo, tão amargo e tão doce.
E eu poderia beber uma caixa de ti, querido
E eu permaneceria em pé…
Eu ainda permaneceria em pé.

Trilha Sonora da Casa – Tori Amos

Culpa: ela deveria estar no primeiro post “Trilha Sonora”, afinal muitos dos meus textos fazem alusão a trechinhos de músicas dela e vários foram escritos enquanto eu a escutava.

Tori é fenomenal.

A conheci porque ela inspirou a personagem Delírium, da série Sandman. Gente, que mulher fantástica era essa? Há anos me fiz essa pergunta e continuo a descobri-la.