Um sonho de corvos

Para meu amigo B, que voltou a twittar.

 

Me mexo avulsa enquanto sinto a asa quebrar.

Um tom negro se pinta no céu, eu digo e ele olha para, sem confirmar o quê. É uma asa, prossigo, uma asa quebrada. De pombo? Quer saber sobre. Não, de corvo. E olho decidida para seus olhos e ele entende como.

Paraliso, observando meus reflexos no chão.

Não sei, tento quebrar o silêncio. Acho que está caindo. O quê? O corvo… se a asa quebrou… Parece não mais preocupar-se com e fala alguma coisa boba.  Você não vê? Insisto em e ele nega rapidamente, passando a mãos no cabelo, o que sempre faz quando está com.

Fecho os olhos e sinto o solo aproximar-se, lépido.

Agora o vermelho pinta o chão, eu sinto, mas não comento. Fecho os olhos e vejo. Você apenas sonha com, ele sentencia, mudo, mas eu posso ouvir. São eles que sonham conosco, deixei-me dizer por último, antes de.

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