Ode II

Não, não esperes em um outro corpo a resolução minúscula do mundo…
Perto, o cego se lamenta
Fustigando o chão com a bengala e chocalhando a caneca contra o céu,
Mas se ele amasse a treva como nós a amamos, nós que não a temos,
Nós que buscamos em outro, em um outro, que é sempre treva para nós,
A inapreensível luz da vida,
Então ccomo ele dançaria em pela rua, como um pião vertiginoso,
Golpeando com a vara todos os rostos que jamais terá o desgosto de ver.

… Mas ele sabe que treva é treva.

Alexei Bueno. A Via Estreita.

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