Despedida

Agora, confusa.

Você se foi há muito, me engano muda. E ainda sorrio, afinal quem precisa de verdades? A ficção é doce, que nem chá de maçã morno quando venta frio. Você se foi porque nunca veio como eu esperava. Eu queria, sim, ser salva, ser um desses romances açucarados: a própria bianca. A própria sabrina.

Que merda estou dizendo? penso depois.

Agora você se vai, alegando que vai porque quer. Mas você nunca veio, eu me repito; dessa vez em voz alta e você me repreende porque não posso pertubar teus silêncios. Minha voz te aflige. Então, por que esperavas um abraço de despedida?

Uma vez foi como na música: você me disse que havia encontrado uma garota com pensamentos profundos sobre o mundo e os seres em geral. E apenas eu sangrava. E ainda sangro. Só que este  corte nunca foi suficientemente profundo para você.

Agora, que a realidade se refaz num avião que decola, eu entendo o que é permanecer.

Virgínia Celeste Carvalho

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