Poesia de Outrem VI

“Ponhamos as coisas no devido lugar. Eu não faço versos a ti, eu faço versos de ti” (Mário Quintana)

Dia desses, mexendo em papeis antigos, me deparei com dois poemas. Se escritos para mim, ou de mim, não sei. Mas me foram dedicados. Poemas de dois professores que foram de uma importância enorme em minha formação. Se hoje redijo bem, certamente devo ao meu professor de redação do ensino médio, Avani Azevedo. Se me interessei por Teoria da Literatura, certamente os primeiros passos foram dados na companhia de Admmauro Gommes. Seguem os poemas. O primeiro de 1998. O outro de 2001.

Do Céu

Lá do alto

Vem caindo pingos

De chuva…

De neve…

De Lágrimas.

 

Lágrimas de alegria

Neve natalina

Chuva de estrelas

Belas e cintilantes.

 

Do céu

As nuvens enfeitam

Dando mensagens perfeitas

Para nós,

A todo instante.

 

(Avani Azevedo, quem me chamava de ´Virgínia do Céu´, 16.10.1998)

 

 

Leveza

Pela sutileza do teu olhar

Teu pensamento num voo instrospecto

Desencanta-me a alma…

Percebo que tu transformas

A turbulência em calma.

 

Quantos mundos inventados

Pra logo se destruírem

Quantos navios anfundados!

Pelo prazer de poeta.

Que pela porta sexreta

Tu escondes mil segredos.

 

Seriam “paixões avulsas”

No tango de uma nota só?

– que nota eu te daria?

Dó.

(Admmauro Gommes, 22.02.2001)

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