Estrelas

A Paloma Santos, porque tem saudades que são boas de sentir.

Era assim: duas estrelas no céu. Uma parecia fixa, bem no meio do céu; a outra parecia repousar, no que meus olhos chamam de horizonte. Eu, imersa na estrada, esquecia um pouco de mim, traçando uma linha imaginária entre as duas. E, numa curva, a imagem poética se fez. De onde eu estava, vi se formar uma imagem de um compasso.

As estrelas e o ônibus, alinhados, desenhando o círculo perfeito.

Quando o momento passou e o ângulo preciso se desfez, desejei que você estivesse lá. Na poltrona ao lado. Eu teria te mostrado a perfeição do instante… Depois lembro que não. Se estivéssemos juntas, estaríamos conversando sobre letras ou barbas, e perderíamos o instante das estrelas.

A distância também tem suas belezas.

 

Virgínia Celeste Carvalho

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