Poesia

 

E há poesia quando te perco

e tenho saudades

Porque nem tudo é sempre

E nem sempre preenchido.

Do Lótus cai uma luz púrpura

E tudo vira vazio.

 

E porque me despetalei

E sequer percebeste

Outra pele nasceu.

Fresca, de sabor róseo,

Um luar tangível:

Substantivo concreto.

 

E de tuas mãos correram ventos

Que me assanharam o cabelo

E a poeira de lágrimas há tanto caídas

Verteu-se em água novamente:

Um fluxo da morte à vida

Como as águas deste rio.

 

Virgínia Celeste Carvalho

Anúncios

2 pensamentos sobre “Poesia

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s