Interdito

Te imaginei sem jeito, mas não assim, como realmente foi. Te imaginei vermelho, não bem tuas bochechas, mas vamos desconversar. Porque a vida nem sempre é retilínea e nem sempre tenho que me encolher em palavras. Até porque você sempre soube que minhas metáforas te diziam em mim.

A palavra deixou de ser máscara. Eu, mil cacos de várias faces no chão, ao mesmo tempo em que eu, desmascarada na altura no meu queixo. E não me importo. Na verdade, até gozo disso tudo um verso irretocável. Gozo o eriçar dos meus seios quando quase falo e perdes o compasso.

É que eu tenho essa mania boba de sorrir para você aquilo que nunca poderemos conversar. 

 

Virgínia Celeste Carvalho

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4 pensamentos sobre “Interdito

  1. Gostei, tando da forma escrita versificada, como das imagens paralelamente específicas e plurais. Obrigado por compartilhar!

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